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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A prática do Servir


Se observarmos a vida de Jesus Cristo, veremos que a prática do "servir", quando ele recomendava amar ao próximo, é um exemplo de desenvolvimento de liderança e também de bom exemplo.
Exercer a liderança sobre pessoas passou a ser o novo modelo de gestão. Nos dias atuais, quando se fala muito no desenvolvimento de habilidades e de competências, deve-se acrescentar o desenvolvimento do aprender a servir. Os avanços tecnológicos verificados nos últimos anos, somados à informação, geram muitas oportunidades que se traduzem em conhecimentos a serem aplicadas na arte de liderar, principalmente quando você for capaz de fazê-lo fora de seu local de trabalho.
A liderança servidora não tem o foco só nos resultados, mas antes de tudo nas pessoas que buscam alcançar esses alvos. O líder tem a atuação de um facilitador quando, ao passar a atuar junto a sua equipe, transmite motivação. Mas ser um líder servidor requer uma boa dose de aptidões que são necessárias para a boa convivência. Uma delas é a prática do “saber ouvir”. Já prestaram atenção como pessoas com traços de liderança servidora escutam bem e também prestam muita atenção a você. Outro requisito é a construção de uma boa rede de , a qual é fundamental porque ninguém vive isolado.
Outro ponto a considerar diz respeito ao compartilhamento de ações como: alegrias, tristezas, preocupações, derrotas, etc. É uma atitude que demonstra que o líder servidor não é insensível ao que se passa com os outros. Deve ser incluído nesse processo o compartilhamento junto com o grupo de colaboradores, processo esse transparente e que legitima as decisões.
O mundo em que vivemos sofre pressões diuturnamente para ser um mundo material, onde quem tem valor é a etiqueta da roupa, a marca do carro, do perfume, assim por diante. O valor atribuído às pessoas fica na maioria das vezes em segundo plano. Ao contrário da liderança usual, a liderança servidora faz com que o líder valorize as pessoas que contribuem para o desenvolvimento da empresa, havendo uma perfeita sintonia entre desenvolvimento pessoal e empresarial.
Você, amigo leitor, poderia perguntar se tal tipo de liderança se adequaria à cultura empresarial brasileira. Digo-lhe que a prática da liderança servidora é feita com base na autoridade e conseqüentemente pela influência pessoal, é mais criativa e propicia um clima de maior cordialidade ente os colaboradores. Aplicar esse estilo é uma questão de visão sobre os objetivos, metas e resultados que se pretende alcançar, e uma busca contínua pelo sucesso de todos os colaboradores, dos produtos, processos e serviços ofertados pelas empresas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ética fundamentada na natureza


Segundo o próprio Leonardo Boff, “A base de toda construção ética, cujo campo é a prática, se baseia nesta pressuposição: a ética surge quando o outro emerge diante de nós”. Embora nossa sociedade pregue por todos os lados a questão ética, no cotidiano o que se vê é que a ética é não ter ética, ou seja, é fazer tudo ao contrário do que deveria ser feito.
A ética oportuniza a todos que tratem o semelhante como deveriam gostar de ser tratados, permite discutir claramente as idéias no sentido de administrar as diferenças e nesse processo de desentendimento aparente, em que se deveria respeitar as idéias dos outros, o construtivismo seria um processo de construção permanente a partir da própria desconstrução.
Em sua dupla dimensão, o ser humano é ao mesmo tempo partícipe e co-partícipe do processo de compreender que mais importante do que um acontecimento é como você irá reagir ao próprio acontecimento. O ser humano é um produto do meio e dele dependerá constantemente, não só com o relacionamento com seus semelhantes, mas também com a própria sociedade em que ele se encontra inserido e com as questões ligadas ao meio ambiente.
A ética surge a partir do modo como se estabelecem as relações interpessoais. Pode fechar-se ou abrir-se ao outro, pode querer dominar o outro, pode entrar numa aliança com ele, pode negar o outro, não respeitando-o mas incorporando-o, submetendo-o ou simplesmente destruindo-o.
A vida humana é constituída de valores, e o homem enquanto ser humano tem uma missão a cumprir a qual é baseada em seus valores e princípios, para consigo mesmo e para com os seus semellhantes. A natureza humana do ponto de vista fixista e metafísico não é nem será nunca inflexível, mas mutável, dinâmica e construída de modo contínuo.
A natureza em si não é somente matéria. Essa visão puramente materialista ignora até mesmo a vida no solo. O solo tem vida, pois faz parte da natureza. Nesse sentido, o ser humano não possui limitações, mas apenas não sabe gerenciar bem aquilo que deseja. Veja como ele avalia o conceito da felicidade! Muitas vezes aquele que diz não ser feliz não sabe que não o é porque não põe a felicidade aonde está.

Finalmente é preciso compreender que é nas diferenças que o processo construtivo busca e consegue as soluções, mesmo em um mundo onde a virtualidade compete com o semelhante no tocante a construção de uma rede de relacionamentos.
Dizer não a processos de exclusão é fundamental. Pregar a verdadeira ética como um valor humano desejável de formação de caráter íntegro é missão de cada um de nós. A ética praticada com premissa em falsas verdades é predatória, irresponsável, individualista, perversa para com os outros, tratados com dissimetria e injustiça nos processos produção, de distribuição e de compensação. Ela é cruel e sem piedade para a grande maioria dos seres vivos humanos e não humanos. Por fim, ela ameaça o futuro da biosfera e do projeto humano.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Qualidade Total e as Necessidades e Expectativas dos Clientes.


Aproxima-se o final do ano, época em que as vendas e consequentemente os negócios prosperam com a injeção de recursos financeiros oriundos do pagamento do décimo terceiro salário. Você já avaliou como sua empresa se prepara para atender as necessidades e expectativas dos clientes? Vamos então lembrar alguns pontos fundamentais no que diz respeito à Qualidade Total.
Partindo do princípio que os clientes constituem a própria razão da existência da empresa, é bom lembrar que se faz necessário antever as reais necessidades dos clientes e trabalhar no sentido de superar toda e qualquer expectativa que eles tiverem.
O modelo administrativo de sua empresa deve ser o mais participativo possível para transmitir energia positiva para seus, de maneira que o objetivo maior é conseguir um efeito sinérgico no qual o todo é maior do que a soma entre as partes. O comprometimento de todos tem um objetivo maior que é o atendimento das reais necessidades dos clientes, lembrando que aquele que vende, vende soluções, vende sonhos.
Algumas palavras são mágicas para o sucesso de vendas em uma empresa. Comprometimento no sentido de realmente vestir a camisa da organização, confiança na valorização dos produtos e serviços que são vendidos, propósito em função dos objetivos que se pretende alcançar, bom humor e acrescido a ele à boa receptividade para com o cliente, além daquele sorriso. É sorriso, isso mesmo! Lembre-se que em uma empresa que pratica a qualidade total, pelo sorriso não se distingue quem é cliente e quem é colaborador.
Diga não ao comodismo e procure sempre a melhoria contínua. Acompanhar, e até mesmo antecipar as mudanças que ocorrem na sociedade, é uma forma de garantir mercado e descobrir novas oportunidades de negócios. Adote uma visão holística e sistêmica gerenciando por processos e lembre-se que tudo se acha integrado em uma cadeia: pedidos, estoques, crédito, atendimento, embalagem e entrega. Aproveite e comece enquanto é tempo a fazer uma avaliação desses procedimentos. Breve voltaremos ao assunto.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CRISE




A palavra da semana é crise. E dessa vez nunca se falou tanto em crise na imprensa. Palavra originada do Lat. crise Krísis s. f., alteração para melhor ou para pior no curso de uma doença; ataque, acometimento, acidente; momento perigoso ou decisivo de um negócio; perturbação que altera o curso ordinário das coisas; situação de um governo que encontra dificuldades muito graves em se manter no poder. moral: luta interior entre dois sentimentos; ministerial: espaço de tempo entre a queda de um ministério e a constituição de outro que lhe sucede.
A crise que se dispersa neste mundo globalizado e que teve sua origem nos Estados Unidos da América, tem muito de conseqüência de políticas de juros indevidas, especulação no mercado imobiliário entre outras causas. Mas o mais importante é se saber que em nenhum momento uma nação, as pessoas que nela vivem podem se deixar abater pelo temor da crise. Vale a prevenção como regra para se adotar às medidas que possam contribuir para evitar um mal maior.
Manter uma postura de equilíbrio diante de uma crise, procurar se antecipar aos fatos tomando as medidas cabíveis para evitar um dano maior e aproveitar o momento de crise para dele extrair oportunidades constituem condições básicas para qualquer nação ou qualquer pessoa administrar o momento de aparente instabilidade.
É plenamente possível extrair pontos positivos de um momento de crise, pois a instabilidade que gera o desequilíbrio para uns, é a mesma que gera o equilíbrio para outros. Ordenamento, disciplina, visão de cenários futuros e ver o que ninguém é capaz de ver, podem gerar uma gama de oportunidades nos momentos de crise. Que o atual momento de instabilidade no mercado mundial, sirva para nós brasileiros avaliarmos melhor nossos procedimentos do dia-a-dia e não se abater com a “onda” de ordem econômica que paira sobre os mercados globais.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O Gestor e os Tempos Atuais






Sempre quando se aborda os processos de mudança em uma empresa, devemos pensar que a mudança não se gere, procura-se antecipá-la, antevendo-a, analisando os cenários e liderando o processo de sua implantação.
O gestor moderno em uma empresa deve trabalhar com metas compatíveis com sua empresa, determinando os meios para atingir suas metas, colocá-las em prática e manter um processo contínuo de avaliação.
Na atualidade, o perfil traçado para o gestor passa por verdadeiras mutações. Não é chefe e sim um líder que possui a característica de trabalhar em equipe, apresenta disposição para aprender sempre, já que a dinâmica das mudanças é um processo quase contínuo.
Algumas características são fundamentais para o aprimoramento do gestor moderno tais como:
A modéstia – é uma delas e se caracteriza como uma peça fundamental para o sucesso do administrador. A necessidade de uma autocrítica é essencial para não levá-lo a uma cegueira situacional dentro da empresa. A postura pró-ativa aliada a capacidade de traçar cenários futuros, permite que ele antecipe às mudanças necessárias. Em todo esse processo ele não descarta, em nenhum momento, o feedback, essencial para saber os rumos dos anseios e necessidades dos clientes.
Como um líder que administra um negócio qualquer, ele deve estar preparado para o inesperado, seja ele positivo ou negativo. Prestar atenção nas mudanças de atitude, principalmente na percepção das pessoas mais humildes, permitirá uma ambientação melhor no contexto geral da organização.
Outro ponto que o gestor deve levar em consideração é que toda e qualquer empresa possui uma cultura e uma missão, enquanto ele, como gestor, é uma pessoa que têm personalidade própria. Neste ponto, sempre que possível, deve existir sempre a combinação perfeita entre a cultura da empresa e a personalidade do indivíduo.
A realização profissional de um gestor obriga-o a se comportar e agir não como as outras pessoas desejam, mas sim como sua personalidade própria e visão administrativa que permita ao mesmo ter controle de sua carreira como gestor. Finalmente, o gestor moderno deve pensar grande, estando aberto para as inovações e estimulando a criatividade.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Semana da Ciência e Tecnologia


Mais uma vez, estamos vivendo mais uma semana nacional dedicada a Ciência e Tecnologia. Fazer Ciência e Tecnologia em um país como o nosso se constitui um desafio e tanto para os cientistas. Alvin Toffler disse certa vez que: “Já não é suficiente entender o passado. Não basta nem mesmo compreender o presente [...] é preciso aprender a antecipar as direções e o ritmo das mudanças. É preciso [...] aprender a fazer suposições repetidas, prováveis, de um alcance cada vez mais amplo a respeito do futuro”. Ao fazer estas observações, Alvin Toffler parecia traçar os cenários de um mundo onde o novo de hoje não será mas novo amanhã e talvez até hoje mesmo. As contribuições da Ciência e Tecnologia passaram a ditar o rumo das mudanças em todas as instâncias.
Romper a sensação de atraso só se torna possível quando a atividade econômica em análise resolver mudar adotando inovações tecnológicas substanciais, diferenciando-a e levando-a a uma situação mais competitiva no mercado. Inovar é uma decisão como sempre diz o consultor Paulo Angelim: “Ou mude ou morra!” Inovação tecnológica se torna um fator preponderante para o crescimento de qualquer organização, independente de seu porte ou do tipo de produto comercializado.
Mesmo em tempos de crises globais como no presente momento, inovar faz bem, no sentido de se buscar soluções para sobreviver ao caos. É nesse momento que as grandes idéias se apresentam e devem ser avaliadas para implantação e superação do momento de crise. Mas se imaginarmos que vivemos em uma constante crise, temos que aproveitar a onda ou as diversas ondas que se apresentam para inovar de modo a tornar até um novo produto obsoleto o mais rápido possível. É como dizia Schumpeter: “A inovação tecnológica permite a destruição e a recriação de um empreendimento.”
Finalmente, pense coisas novas e isso se chamará poder criativo e faça coisas novas e isso se chamará inovação.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Inovar ou não




Estamos comemorando mais uma semana nacional da Ciência e Tecnologia e aproveitamos o ensejo para comentar um pouco sobre a inovação tecnológica como indutor da competitividade. O primeiro ponto que gostaríamos de abordar é a decisão de inovar ou não. Se o time está ganhando então não deveríamos fazer alterações. Lógico que mesmo ganhando você pode fazer alterações. Manter uma posição de achar que tudo está ok e não se deve inovar se constitui no primeiro grande erro a ser cometido.
Outro ponto importante diz respeito às idéias. Onde estão? Quem apresenta boas idéias? Achar que boas idéias só são geradas pelo líder pode muitas vezes levar a empresa a uma situação de cegueira situacional que poderá no futuro impedi-la de se manter competitiva.
Estar antenado com os movimentos que ocorrem no mercado, examinando os anseios e necessidades dos clientes, permite que boas idéias que possam gerar inovações tecnológicas, possam ser trabalhadas junto à equipe de colaboradores e neste caso, ouvir o cliente é a grande fonte inspiradora do processo de criação.
Outro fator que gostaríamos de salientar como grande inibidor do processo de inovação tecnológica é a figura do pessimista. Pessimista sim; aquele cidadão que ao ser apresentada uma nova idéia ele prontamente diz que não dará certo, que não tem tempo para implantá-la, etc. Acontece que o olhar do pessimista é muito limitado. É preciso avaliar que a necessidade se constitui na base fundamental do processo de inovação tecnológica.
Não inovar pode ser um sintoma de atraso o qual só poderá ser rompido quando se tiver a oportunidade de realizar inovações tecnológicas para romper o abismo que diferencia uma área ou atividade econômica subdesenvolvida em relação à outra desenvolvida. É bom lembrar que empresas feitas para vencer “não se concentram prioritariamente no que fazer para se tornarem excelente; elas se concentraram igualmente no que não fazer e no parar de fazer.”